Realejo edita, finalmente, "Ruja, Ruja Quem Quiser que Fuja!"


Um dos dois grandes mitos da folk portuguesa dos últimos anos caiu por terra. Os Realejo editaram, finalmente, catorze anos após a edição de “Cenários”, o seu terceiro disco intitulado “Ruja Ruja Quem Quiser Que Fuja!”.

Este é o tal álbum que se encontrava há alguns anos na gaveta e que é agora lançado pela Vachier & Associados, o agente de espectáculos do projecto de Amadeu Magalhães (bandolim, cavaquinho, guitarra acústica, castanholas, gaita de foles, coros, vocoder e, uff, programações), Miguel Veras (guitarra acústica e coros), Jorge Queijo (percussão), Fernando Meireles (sanfona) e Catarina Moura (voz).

Deste “hipnofolkadelic” intemporal centrado no drone da sanfona do Meireles e nas electrónicas do Magalhães fazem parte os temas “Ruja, Ruja”, “Cirandeiro”, “Ó lô, ó lô, ó lô”, “Cassata”, “Homem Rico”, “Canor”, “Ó Quem Bem Baila La Moura” (com participação vocal de Lúcia Moniz), “Não Ser, Mas Parecer”, “Dona Infanta”, “Primeira Lição”, “Ó Que Calma Vai Caindo”, “Deus Te Salve Ó Rosa (live)”.

A edição oficial está marcada apenas para o mês de Setembro, mas já é possível adquirir este disco nos espectáculos dos Realejo.

Agora só falta a Comvinha Tradicional editar o seu primeiro álbum. Mas parece-me que D. Sebastião mais depressa regressará para por este país nos eixos.

Mas, como bem diz o Sebastião Antunes que assina o belíssimo texto do disco, “Ruja, ruja, que a tradição não nos fuja!”.


Fonte:Crónicas das Terra

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