segunda-feira

"Refrigerantes e Canções de Amor" a caminho das salas de cinema portuguesas








Uma comédia romântico-musical com argumento de Nuno Markl e realizada por Luis Galvão Teles estreia nos cinemas no dia 25 de Agosto


"Refrigerantes e canções de amor" é, como o nome indica, um filme que conta história(s)de amor, ao som de músicas de amor, ao sabor de refrigerantes envolvendo uma "Dinossaura" cor-de-rosa e um Jorge Palma imaginário.


Realizado por Luís Galvão Teles, produzido pela Fado Filmes, "Refrigerantes e canções de amor" assinala a estreia de Nuno Markl como argumentista em longas metragens, e integra no seu elenco Ivo Canelas, Victoria Guerra, João Tempera, Lúcia Moniz, Jorge Palma, Sérgio Godinho, Ruy de Carvalho, Gregório Duvivier, Marco Delgado e André Nunes, dando corpo a uma história de amor contada com o mais peculiar humor.


Destaque ainda para as participações especiais de Dinossaura-cor-de-rosa, David Carreira, Mariema, João Gil e Manuel Moura dos Santos.


A banda sonora que tem a assinatura de Filipe Raposo inclui canções de Sérgio Godinho, Jorge Palma com interpretações e um dueto de ambos os músicos, bem como de João Tempera – também com um dueto com Lúcia Moniz- e Ivo Canelas.


A estória é simples ou nem por isso:


Lucas Mateus é um músico que passou ao lado de uma carreira promissora, ao contrário do seu antigo parceiro de banda, Pedro Capelo, um dos artistas pop mais bem sucedidos do país. Quando, por cima disso, a namorada de Lucas, Carla, o troca por Pedro, o mundo de Lucas desaba... pelo menos até encontrar, no supermercado, uma misteriosa rapariga que vive dentro do fato de mascote da empresa de refrigerantes para que trabalha: um dinossauro cor-de-rosa, por quem se apaixona sem fazer a mínima ideia de como ela é. Pelo meio há um assassino contratado e um Jorge Palma imaginário. E um supermercado onde o amor acontece.


Fonte: Hardmusica

HÁ ROMANCE NO SUPERMERCADO DE NUNO MARKL


Tudo começou numa separação e numa ida ao supermercado. Nuno Markl conta como nasceu Refrigerantes e Canções de Amor, comédia por si escrita e realizada por Luís Galvão Teles, em estreia nacional a partir de quinta-feira.
Mal acabou a projeção privada de Refrigerantes e Canções de Amor, na qual NOTÍCIAS MAGAZINE teve direito a infiltrar-se no começo de agosto, Lúcia Moniz, uma das atrizes do filme, esbarra com Nuno Markl e dá-lhe os parabéns. Markl está ainda a digerir o que acabou de ver e que chega às salas de todo o país na próxima quinta-feira.
O filme, realizado por Luís Galvão Teles, autor de comédias como A Vida É Bela?! (1982) e Dot.com (2007), é o sonho concretizado para todos os que aspiravam a ver uma comédia romântica entre uma dinossaura cor-de-rosa e um compositor de jingles com dor de corno. Por outras palavras, da mente de Nuno Markl sai uma história de amor que começa quando um jovem músico (interpretado por Ivo Canelas), a contas com um desgosto de amor (a namorada, interpretada por Lúcia Moniz, trocou-o pelo seu ex-melhor amigo, interpretado por João Tempera) conhece num supermercado uma rapariga (Victoria Guerra) por quem se apaixona mesmo quando não consegue ver o seu corpo ou o seu rosto – ela está dentro de um fato de dinossauro cor-de-rosa para promover um refrigerante.
Pelo meio, ele vai falando com o seu amigo imaginário Jorge Palma, interpretado por… Jorge Palma, e começa a receber lições de engate em supermercado por um brasileiro mulherengo (Gregório Duvivier, da Porta dos Fundos), especialista em «carrinhologia», a arte de olhar para os carrinhos de supermercado e perceber com as compras que estão lá dentro as caraterísticas de cada um.
O filme tem música de Filipe Raposo, mas todos cantam, de Sérgio Godinho (que é também uma espécie de mau da fita, um Navalhas que é um romântico) a Lúcia Moniz, passando pelos próprios Tempera e Canelas, isto num supermercado onde até existe um DJ, interpretado por André Nunes (papel que chegou a ser pensado para o radialista Fernando Alvim).
Sérgio Godinho, que aceitou de pronto esta proposta de Galvão Teles, diz-nos igualmente no final da sessão que lhe dá sempre muito gozo experiências como ator: «Este papel então foi muito engraçado porque me permitiu mudar de registo. Fiquei todo contente quando o Luís Galvão Teles me pediu para o fazer, além da letra que escrevi para a canção do início do filme.» Markl olha para o ídolo e confessa: «É surreal ter escrito esta história e depois vê-la a ganhar vida com este superelenco. No caso do Jorge Palma, só poderia ser mesmo o Jorge Palma. Estava escrito assim.»
O argumentista também se congratula com o facto de uma das suas personagens ter ganho vida com Lúcia Moniz: «É a forma de eu estar a um grau de distância de Richard Curtis. » Refira-se que Curtis é o argumentista e realizador de O Amor Acontece, a comédia britânica em que Lúcia Moniz contracenava com Colin Firth, Emma Thompson e Hugh Grant. «O que é engraçado, Nuno, é que em ambos filmes falo português… Não é por estares aqui, mas juro-te que quando fiz a primeira leitura certos pormenores lembraram-me o Curtis…»
Galhardetes à parte, Markl e a equipa de atores falam do universo dos marklismos que atravessa esta comédia, ou seja, o humor de referência icónica, capaz de falar de pastilhas elásticas dos anos 1980 e coisas desse género. André Nunes, contudo, diz que depois de ver o filme sentiu algo mais: «Fiquei surpreendido pela componente emocional do filme. Quando li o argumento não tinha captado tão bem todo este lado sensível. É como se o Markl tivesse crescido emocionalmente, para além do imaginário iconográfico que já conhecíamos. Enfim, vais mais longe.»
Porque o herói romântico do filme nunca vê a cara da rapariga por quem está apaixonado, Markl afirma que Refrigerantes e Canções de Amor é o «blind date» definitivo. Lúcia Moniz reforça ainda mais essa questão: «Devo dizer que senti muito esses momentos românticos. Fiquei a esboçar um sorriso miúdo a ver essas cenas tão românticas entre aquele par, ainda para mais com um cuidado estético tão bonito!»
Pelos vistos, assegura o guionista, o argumento é mesmo muito mais autobiográfico do que possamos pensar: «Quando me separei da minha primeira mulher dei por mim a pensar e a fazer o flashback da nossa relação. Lembrei-me do dia do casamento, das viagens que fizemos e de todos os momentos bons. Pensei: “Bem, isso está resolvido!” O problema deu-se quando fui pela primeira vez sozinho ao supermercado… Rodeado de papel higiénico e de coisas zero românticas, começo a pensar: “Este era o papel higiénico que eu escolhia com ela… e ali era a prateleira das nossas bolachas.” De repente, vi-me num supermercado, com um carrinho, a fazer uma rotina que durante anos fazia a dois. Foi aí que pensei: “Isto de estar sozinho é uma merda!” Então, fui para casa e em vez de me suicidar fui escrever. Acredito que todas as desgraças vão dar em comédia. Foi terapia. Pelo meio, li uma notícia sobre carrinhologia e pensei que essa técnica de engate poderia ser o meu futuro… Mais tarde, quando voltei a apaixonar-me, o argumento passou de algo muito negro para algo muito romântico. Foi aí que entrou a dinossaura», conta Markl, com o coração apertado. Neste final de agosto, o São Valentim volta de novo…


Fonte: Notícias Magazine

Quase Normal - Brevemente no Casino Estoril


Cartaz - Refrigerantes e Canções de Amor - Estreia a 25/08/2016