quarta-feira

Macacos do Chinês - Vida Louca


O novo albúm dos Macacos do Chinês "Vida Louca" está quase a chegar (dia 28/10 em formato digital e no dia 7/11 nas lojas habituais).
Lúcia Moniz participa num dos temas, a canção chama-se "Qual é o Mal?".
Podem ouvir o excerto das canções nos seguintes links:

AMAZON.DE e QOBUZ



De 0 a 20 'Tempo Final' - Espalha Factos


Esta semana avaliamos a minissérie Tempo Final, da RTP1. De 0 a 20, iremos avaliar este projecto em que cada história é marcada pelas imprevisíveis reviravoltas e ritmo imposto  que dificilmente o deixará respirar nesta quase uma hora de crime e suspense.
Tempo Final é uma das mais recentes séries da televisão portuguesa. Esta é uma minissérie de 6 episódios, emitida na RTP1, adaptada do formato original argentino de grande sucesso Tiempo Final. Seis episódios fechados, assinados por três realizadores (Leonel Vieira, Pedro Varela e Yuri Alves) e que apenas têm em comum o facto de cada história ser contada em tempo real.
 Até agora foram para o ar 4 histórias. Duas de Pedro Varela e uma de cada um dos outros dois realizadores. Fernando Luís, Rita Lello, Luís Castro, Cucha Carvalheiro, Marta Melro, Ivo Canelas, Lúcia Moniz, João Tempera, São José Correia, Adriano Carvalho, Joaquim Horta, Carla Maciel, Vera Alves e Sérgio Grilo são os actores que protagonizaram as referidas tramas.
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O episódio de estreia mostrou-nos logo que esta série seria diferente. Foi o episódio mais misterioso e, em Venenosos, o espectador ficava preso ao ecrã, esperando pelo desenrolar da acção. Um casal e a amante do marido. Uma fuga do primeira com a amante para fora. O assassinato da mulher antes dessa fuga, através de chocolates envenenados. A história desenvolve-se de tal forma, que a mulher acaba por matar os dois amantes em fuga. Realização bastante boa, interpretações também fantásticas.
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Vida Dupla foi o episódio que se seguiu e tinha, à partida, a história mais surpreendente. A mulher descobre que o marido tinha um caso de oito anos com outro homem. E, agora, o amante entra em casa do casal com um machado. No final, valeram sobretudo as interpretações de Ivo Canelas, Lúcia Moniz e João Tempera, as mais consistentes até agora. Porque a história prometia mas não desenvolveu muito mais, tendo o episódio terminado sem grande lógica.
Mano a Mano foi o terceiro episódio, e foi o mais ‘negro’. Um dentista e uma paciente, sua amante, que entravam em estranhos jogos eróticos ao final do dia. A descoberta do caso pela mulher do médico e, de seguida, pelo marido da paciente. A tortura humana foi uma constante neste episódio. Intenso, muito intenso, e com um final deixado em aberto. O melhor em termos gerais.
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Hora Marcada foi a última história a ir para o ar, tendo sido também  a mais objectiva e, talvez, a mais cativante. Uma mulher que sofre de maus tratos e que vê na sua agente imobiliária a sua salvação. Contudo, toda a narrativa contagiou o espectador, mas por querer deixar tudo demasiado “resolvido”, o final não foi o melhor, e foi num caminho oposto a todos os outros episódios. E foi realmente o pior deste telefilme, que teve a história mais simples de todas, porém muito boa.
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Como balanço final, podemos dizer que Tempo Final é uma das melhores séries produzidas em Portugal nos últimos anos. Estreada há cerca de um mês na RTP1, esta é uma das típicas produções portuguesas de grande qualidade e que passam perfeitamente despercebidas o grande público. O facto de ser emitida na RTP1 é logo motivo para tal.
Infelizmente, cada vez mais as pessoas não apreciam as séries de qualidade que a estação pública nos oferece. A (falta de) promoção, o horário e o facto de este tipo de séries ser tão pouco comum no nosso país são mais alguns factores que contribuem para que Tempo Final não tenha grande audiência e seja apenas mais uma série exibida na nossa televisão. E é pena que tal aconteça.
Nota final: 18/20

Fonte : Espalha Factos

O Meu Coração Não Tem Cor






O tema "O Meu Coração Não Tem Cor"  composto por Pedro Osório e com letra de José Fanha obteve a melhor classificação de sempre até aos dias de hoje com 92 pontos. Esta capa anterior à ida a Oslo não faria prever tão grande aceitação da canção por parte dos europeus chegando durante a votação estar em 2º lugar, os portugueses chegaram a acreditar que seria desta porém não foi e sinceramente não sei se algum dia será dada a votação estar mais centrada nos "vizinhos".

No passado dia 19 de Outubro no programa "Portugal no Coração" prestou-se homenagem justa e merecida a Pedro Osório autor da canção de 1996 que neste momento atravessa problemas de saúde. Estiveram vários convidados presentes nomeadamente Carlos Alberto Moniz, Samuel, Fernando Tordo, Tonicha, Rita Guerra, Lena D'Água e Carlos do Carmo (ao telefone), entre outros.
A cantar alguns dos temas de Pedro Osório estiveram em palco: Francisco Andrade, Raquel Ferreira e Pedro Mimoso e pudemos recordar Verão (Francisco Andrade), O meu coração não tem cor (Raquel Ferreira), Self Made Man (os 3 cantores) e Um abraço a Moçambique (os 3 cantores).

De referir que Pedro Osório lançará um novo albúm em breve cujo um dos temas foi partilhado pela própria Lúcia no seu Facebook e Twitter Oficial.
O Blog deseja as rápidas melhoras a este grande compositor na música nacional.


Fonte: Festivais da Canção e Crónicas do Eurofestival

terça-feira

Lúcia Moniz em entrevista: "Tinha saudades de cantar, de gravar, de fazer música nova e de a partilhar"

A representação, quer no teatro, quer no cinema, é uma via artística que Lúcia Moniz sempre abraçou ao longo dos anos. Em Março de 2011, também ganho o prémio Best Cookbook Design, atribuido pelo Gourmand World Cookbook (que distingue, anualmente, livros de culinária de todo o mundo), pela sua contribuição no livro "Taberna 2780". Contudo, foi através da música que pisou o primeiro palco. E foi, também, a música - e o seu mais recente trabalho de originais, "Fio de Luz" - o mote para uma conversa transparente com Lúcia Moniz
Palco Principal – Esteve vários anos afastada do universo discográfico. O que motivou o regresso a estas lides em 2011?
Lúcia Moniz – Para recomeçar a compor, houve, de facto, um rasgo de inspiração vindo de mim própria, mas igualmente uma influência por parte do público que, ao longo destes anos, me abordava na rua e me questionava se eu tinha desistido da música. No início, achava estranho, mas depois apercebi-me que já tinham passado seis anos desde a minha última aventura musical e que, realmente, tinha saudades de cantar, de gravar, de fazer música nova e de a partilhar. Quando estive no Canadá a filmar uma série, estive algum tempo sozinha e esse momento introspetivo também me motivou a avançar para este projeto.


P.P. – A Lúcia é uma artista multifacetada – o seu nome está também fortemente ligado à área da representação. As experiências enquanto actriz influenciam, de alguma forma, o processo criativo das suas músicas? Ou distancia as duas áreas profissionais?
L.M. – O único ponto em comum entre a Lúcia cantora e a Lúcia actriz é que se trata da mesma pessoa. De resto, distinguem-se bem as duas coisas. Quando estou a fazer teatro ou cinema, estou a interpretar outra personalidade e a viver uma história que não é a minha, sendo que tento dar o realismo pretendido, conforme o estilo e a época dos trabalhos. Na música e no palco, exponho a minha forma de ser e aquilo que eu sinto naquele momento. Contudo, dizer que na criação de “Fio de Luz” não houve uma certa influência do mundo da representação seria estar a contrariar totalmente um dos pontos mais fortes de partida do disco. A personagem que estava a desempenhar na série onde participei no Canadá era muito otimista, via sempre o lado positivo das coisas, e, por mais problemas que tivesse, nunca se dava por vencida. Essa personagem acabou por inspirar a mensagem que tento transmitir neste álbum. Fiquei de tal forma envolvida e soube-me tão bem desempenhá-la, que fiquei com imensa vontade de ter aquela personalidade dentro da minha própria personalidade.
P.P. – Não há, portanto, lugar para o pessimismo neste disco…
L.M. – Não, neste álbum decidi mesmo não falar de desilusões e amores falhados.


P.P. – Pode dizer-se que há uma ruptura entre este e os seus álbuns anteriores? O que os distingue, a seu ver?
L.M. – Para começar, o fio condutor que une as canções deste álbum não existe nos restantes, onde eram abordadas situações pontuais. Ao longo dos últimos seis anos, também estive a absorver músicas de outros cantores, o que me fez amadurecer e descobrir coisas novas. Depois, o facto de ter tido o Fred a produzir este álbum foi algo que me desafiou imenso. Ele fez com que eu fosse mais eu. Ajudou-me a expor, no bom sentido, a minha forma de ser e de dominar a música. Desafiou-me a tocar uma série de instrumentos, como a guitarra, o piano, entre outros, quando costumo ter sempre a opção de ter outros profissionais a faze-lo por mim.
P.P. – Referiu ter absorvido, ao longo dos últimos seis anos, influências artísticas de outros cantores…
L.M. – Sim, houve, pelo menos, três artistas que me inspiraram bastante: a Gemma Hayes; a Joan as a Police Woman, pela energia e autenticidade que ela transmite na interpretação das suas canções; e a Maia Hirasawa, que me inspirou bastante numa segunda fase de gravação do álbum.
P.P. – Compõem as letras, canta, toca os intrumentos... Também faz questão de acompanhar os restantes processos que envolvem o disco?
L.M. – Mesmo nos álbuns anteriores estive sempre presente no processo de composição das melodias. Estou sempre no estúdio, desde o primeiro até ao último dia, e até testemunho o processo de masterização do disco. Sou bastante observadora e aprendo bastante com isso.
P.P. – Mais de metade das músicas de “Fio de Luz” são cantadas em português. Por que motivo a escolha do single de avanço recaiu sobre o tema Play A Sound To Me, cantado em inglês?
L.M. – Tínhamos várias canções em cima da mesa quando fizemos uma sondagem para escolher o single. As opiniões divergiam. Uns escolhiam as músicas que mais lhes tocavam a nível emocional; outros as que mais os surpreendiam. Eu optei por escolher esta música porque foi a que mais surpreendeu as pessoas, pois a minha interpretação é feita ao piano e não à guitarra, como é costume. Como gosto de ser surpreendida pelos meus artistas favoritos, quis também fazer o mesmo.
P.P. – Como reagiu o público às diferenças que este disco transporta, durante os concertos de apresentação do álbum?
L.M. – Em termos de quantidade de público, senti alguma retração, talvez em parte pela conjuntura económica que atravessamos. Contudo, aqueles que se deslocaram e deslocam aos meus espetáculos absorvem tudo de uma maneira bastante saborosa, nomeadamente aqueles que assistiram aos primeiros concertos, antes do lançamento do disco. Considero-os um público altamente corajoso, na medida em que muitos não faziam ideia do que iriam escutar, mas ficavam até ao fim do espetáculo a absorver tudo o que lhes transmitia. Por vezes, havia um silêncio constrangedor, mas isso devia-se ao facto do público estar com uma atenção tremenda a ouvir as músicas pela primeira vez. Agora, que o público já conhece as músicas, acompanha-me a cantarolar os refrões, já há uma participação diferente, e isso é um ótimo sinal. A partir do momento em que posso contar com um público que conhece os temas, tento tirar o maior partido disso. Estou sempre recetiva a interagir com o público e também a absorver a sua energia.


Fonte:Palco Principal

Tempo Final (Lúcia Moniz e Ivo Canelas) - video