sexta-feira

quarta-feira

Aprender "Segredos da Tabuada"


Ensinar a tabuada aos mais novos com ajuda da música é a proposta do CD “Segredos da Tabuada”, iniciativa à qual aderiu o Jardim Escola João de Deus da Estrela, em Lisboa. Lúcia Moniz, Sam the Kid, Macacos do Chinês, Pinto Ferreira e João Só são alguns dos artistas que deram o “sim” quando convidados a integrar o projecto idealizado por Rute Moreira.

O 2x2, 9x7, 8x6 e 5x5 foram escondidos em histórias escritas pelas crianças do Jardim Escola João de Deus da Estrela e transformadas em melodia pelos artistas convidados a participar no projecto.


Bandas e cantores emprestaram a voz, trabalharam a sonoridade e ajudaram a concretizar o projecto de Rute Moreira.



Com uma componente didáctica e afectiva, o CD pretende ser uma ferramenta útil para miúdos e graúdos decorarem a tabuada sem esforços nem aborrecimentos.




Fonte:Rosa 10

segunda-feira

Entrevista a Rute Moreira

Rute Moreira é Licenciada em Matemáticas Aplicadas e utilizou os seus conhecimentos para, aliados à criatividade e à escrita, construir projectos educativos.

Rute é mãe de três filhos e foi através deles que surgiu o projecto pedagógico "Tabuada". Um CD com letras criadas pelos mais novos e com arranjos musicais de artistas conhecidos, como os Pontos Negros, Lúcia Moniz, Sam the Kid, Macacos do Chinês, etc.

Rute Moreira, pedagoga e criadora do projecto, explicou à jornalista Paula Veran como funciona esta ferramenta útil para pais e filhos.

sábado

Orelha Negra em Lisboa na próxima semana

Orelha Negra em Lisboa na próxima semana

Sam The Kid, DJ Cruzfader, Fred Ferreira, Francisco Rebelo e João Gomes, actuam na Quinta-feira, dia 28 no São Jorge.

Os Orelha Negra actuam em Lisboa já na próxima semana, na Quinta-feira, dia 28. O grupo de Sam The Kid, DJ Cruzfader, Fred Ferreira, Francisco Rebelo e João Gomes, que se escondem atrás de capas de vinil «para elogiar o mundo que nos rodeia e inspira, seja sonora, seja visualmente», vai subir ao palco da Sala 1 do Cinema São Jorge.

«É um espectáculo original, na medida em que, dentro de um contexto “pop”, não é comum uma banda apresentar-se sem vocalistas e nunca haver comunicação directa (feita verbalmente por algum dos músicos) com o público. Nesse aspecto, tem algo a ver com um djset, feito por músicos, e manipuladores de diferentes tipos de tecnologias usadas para fazer música, em que a dinâmica do concerto é fundamental», revelou o grupo à MTV Portugal. «Só o facto de nos apresentarmos num teatro (ao contrario de num espectáculo ao ar livre, ou de num clube) leva a que muitos dos aspectos da nossa actuação sejam revelados ao público de uma forma completamete diferente. O pormenor ganha importância, o aspecto cénico, bem como a própria performance de cada um de nós...», completaram.

Este “super grupo” vai apresentar o álbum homónimo de estreia que, em entrevista à MTV, descrevem como «uma mistura de vários sons», acrescentando que «vai do Hip-hop ao soul, passando pelo funk, música eléctronica e rock, como é o caso do nosso último single, ‘A Cura’». O grupo também deve desvendar alguns dos temas da uma mixtape desse mesmo registo, com remisturas e versões cantadas das músicas, com as vozes de Tiago Bettencourt, Lúcia Moniz ou NBC, entre outros, cuja edição, que será gratuita, está prevista para Dezembro.

«[Com esta mixtape] pretendemos apresentar as nossas músicas retrabalhadas, não tanto por produtores (como é mais usual hoje em dis – remixes) mas mais por cantores (seguindo um pouco a tradição das mixtapes de hip hop). Mas por outro lado, procuramos que essas versões não ficassem apenas pelo Rap, tendo sido convidados cantores de todo o tipo de universos», afirmaram os Orelha Negra. «As escolhas tiveram um pouco a ver com o noso circulo de amigos/conhecimentos, bem como de acasos, ou propostas que nos foram sendo feitas», disseram ainda.

Os Orelha Negra integraram o lote de 5 finalistas ao prémio BEST PORTUGUESE ACT dos MTV EUROPE MUSIC AWARDS 2010, prémio que foi atribuído pelo público da MTV aos Nu Soul Family. Na mesma entrevista ao teu canal os Orelha revelaram ter ficado «um pouco surprendidos, uma vez que que o nosso primeiro disco só saiu em Abril deste ano. Mas ficamos contentes por saber que a MTV aposta e apoia projectos arriscados, como o nosso, de música instrumental».

Se queres ver os Orelha Negra ao vivo, fica a saber que está disponível nas lojas Fnac um pack com CD + bilhete por 9,99€. O concerto na próxima Quinta-feira, dia 28 de Outubro, começa pelas 21h30.

Fonte:MTV Portugal

quarta-feira

Músicos nacionais ensinam tabuada


João Só, Os Pontos Negros, Sam the Kid, Macacos do Chinés, Lúcia Moniz, Pinto Ferreira, Mundo Complexo, MC Ridículo e Black Jakers são os músicos portugueses que vão ensinar a tabuada na edição "Segredos da Tabuada" (capa na imagem).

O disco é apresentado esta quarta-feira no Museu Escola Superior João de Deus, o estabelecimento de ensino lisboeta que levou a cabo esta iniciativa. Todas as letras das músicas interpretadas no disco são da autoria dos alunos da Escola João de Deus.

A edição é apresentada como uma «forma mais eficaz de aprender». Além das canções, o disco contém desenhos, vídeos e dá o mote para várias coreografias pedagógicas.

Fonte:Rádio Comercial

quinta-feira

Um eléctrico chamado Desejo - Crítica (Rua de Baixo)




Um eléctrico chamado Desejo
De Tennessee Williams por Diogo Infante no Teatro Nacional D. Maria II até 31 de Outubro.

Eis um clássico, a receita mágica que faz esgotar a sala dourada de teatro lisboeta: mistura-se um grande texto de teatro, uma peça de Tennesse Williams que muitos recordam dos ecrãs do cinema americano, encenado por um famoso actor, agora encenador e director do Teatro Nacional, que conhece o outro lado de lá e que toda a gente conhece e aprecia, convidam-se excelentes actores, alguns deles famosos e estimados pelo público, uma fabulosa e grandiosa cenografia e luz que encantam qualquer espectador mais inclinado à maledicência gratuita e voilá… é um espectáculo que promete casa cheia até ao fim!

Todo o enredo se centra num jogo de polaridades. Uma viúva americana do sul, aristocrata falida mas requintada, educada para agradar e ser agradada, visita por uns tempos a sua irmã de bom coração a Nova Orleães. Chega a essa cidade da América do Norte, num eléctrico chamado “Desejo” e é assim que conhece o seu cunhado, filho de emigrantes polacos, homem rude, violento e sem tacto, a seu ver, um péssimo partido para sua irmã, mas na verdade, demasiado atraente, viril e magnético ao seu olhar.

Todo o espectáculo é um jogo de contraste entre personagens, formas de viver e entre conceitos como: desejo versus dependência, poder da sedução vs dependência em ser agradado e agradar, desejo vs vício, fragilidade vs brutalidade, amor vs amargura, violência vs amor, casa cheia vs solidão, verdade vs mentiras, bom nome vs má fama, desespero vs ajuda e tranquilidade, truques e manhas vs transparência, passado vs futuro, homem vs mulher.

Blanche Dubois, interpretada fabulosamente por Alexandra Lencastre, que regressa ao teatro 12 anos depois e que se estreia no palco nacional com uma enorme expectativa e entrega, parece e quer parecer alguém que não é, um passado que não teve, um futuro que lhe está vedado e pretende fugir a uma realidade que dói e assusta qualquer mulher que naquele tempo, anos 40, vê a sua vida desgraçada, sem dinheiro, sem homem, sem emprego, sem rumo e sem solução aparente que não o recurso à casa e comida da sua boa irmã, Stella. Todo o seu plano seria de feição se não fosse a astúcia de Stanley Kowalski, seu cunhado, filho de emigrantes polacos, viciado em álcool, jogo e agressividade natural, que trabalhou duro para ter o pouco que tem, que suou para construir uma família e amigos e que aprendeu na escola da vida o suficiente para desconfiar e descobrir os segredos de Blanche.

Blanche, que não quer realismo mas magia na sua vida, não consegue assim enfeitiçar nem o seu cunhado nem o seu pretendente e futuro radioso, a esperança e a sua promessa de sorriso, Mitch. Porém, a marca de Blanche nas suas vidas familiares será, aparentemente, duradoura e irreversível.

O desejo atraiçoa-a. A dependência da vida, do dinheiro e do amor dos outros vira-lhe as costas e devolve-lhe o passado e a solidão. O seu fim é infeliz, triste e surpreendente.

Blanche é vítima de si mesma, da armadilha dos seus filmes e ilusões, da sua educação aristocrata decadente, muda e inútil e sempre continuará a depender “da bondade de estranhos”. Fica no ar, a nosso ver, a história popular do Pedro e do Lobo bem como a dúvida se o fim de Blanche terá sido o antes daquela visita a Nova Orleães.

Albano Jerónimo é, sem qualquer dúvida “the man right for the job”: cru, verdadeiro, brutal, violento, sensual, surpreendente e arrebatador em palco. Trata por tu, com a sua arte e engenho, sem pestanejar, o talento da actriz Alexandra Lencastre, apesar de pertencer a uma nova geração de actores. Um actor promissor e genial, o nosso Marlon Brando, tem como ele, estilo, o olhar penetrante, o charme e a arte de representar.

Lúcia Moniz, não canta mas encanta, pois interpreta lindamente Stella, tem a “luz” que o encenador Diogo Infante disse ter encontrado e brilha, de facto, em palco aos olhos de qualquer espectador mais desatento. É uma delícia ouvi-la e vê-la a representar, foi uma escolha do elenco muito feliz e acertada por parte do encenador.

Mitch um gentleman, interpretado por Pedro Laginha, é igualmente muito bem escolhido. Este actor consegue comover, quase até o coração de Blanche, e dar à sua personagem a naturalidade e o lado leal, naif e amoroso de qualquer homem bom, solteiro de meia-idade que ainda vive com a sua mãe.

Todos os outros actores secundários também são bastante bons. Como tal, todos estão de parabéns, eis uma obra prima do Sr. Encenador-actor-director - foi na qualidade de director que escolheu a peça, na qualidade de encenador que criou este espectáculo e é com o saber da experiência de actor que ajudou os seus actores a imprimir a arte que faz dela o que ela é -, Diogo Infante que não só tem o mérito de ter ousado e desafiado toda a gente para um projecto ambicioso como este, que não era encenado há vinte anos em Portugal, como soube encenar e direccioná-lo para um bom porto, consagrado por mérito e visivelmente, por grande prazer.

A cenografia de Catarina Amaro está exemplar. A construção do edifício, das escadas em caracol para os vizinhos e do interior da casa, quando roda o palco, dá cor, textura e vida real e credível a todas as cenas. A queda simulada de chuva também foi um pormenor criativo realista e soberbo. O desenho de luz de Nuno Meira também foi bem executado e favorável a um ambiente emocional adequado a cada momento.

Eis assim um espectáculo a não perder até ao fim de Outubro que justifica uma fila de espera na compra do bilhete em troca de um garantido serão de bom entretenimento e lazer cultural.

Fonte:Rua de Baixo

segunda-feira

domingo

Living in Your Car - JN

A actriz Rita Pereira estreia-se na televisão canadiana com um papel sensual, juntando-se a Ivo Canelas, que reforça participação na segunda temporada da série cómica "Living in your car", produzida pela portuguesa BeActice.

No Canadá, a primeira temporada estreou em Maio no canal por cabo HBO. O futuro passa por trazer o formato para Portugal, o que agradaria aos portugueses que dele fazem parte.

Desta vez, Lúcia Moniz ficou de fora da série canadiana, por causa da peça de teatro "Um Eléctrico chamado Desejo", actualmente em cena, mas entrou Rita Pereira. Neste caso, não foi para substituir a colega, mas sim para agarrar um novo papel na segunda temporada da comédia co-produzida pela produtora nacional beActive, em associação com a produtora canadiana The Nightingale Company.

A história tem a economia instável como pano de fundo e um executivo, Steve Unger (John Ralston), que acaba preso, acusado de fraude. Livra-se da cadeia através de um acordo, mas acaba a viver no carro.

Carol, interpretada por Lúcia, não entra na série agora gravada, mas está previsto o seu regresso na terceira parte. Estreia-se Mónica, a sensual mulher a quem Rita dá corpo e voz. Mantém-se Bruno, o luso-descendente protagonizado por Ivo Canelas.

Nesta segunda passagem pelo Canadá, o actor português considera que "foi tudo mais fácil". O ano passado, como preparação, Ivo contactou com a comunidade portuguesa em "Little Portugal", um bairro luso em Toronto.

Para Rita Pereira, esta foi a estreia internacional no que respeita a representação. Já tinha era feito publicidade. Foi através da agência que a representa, a Central Models, que agarrou a oportunidade, que considera "fantástica". Falar em inglês não foi problema para ela, até porque a audição preliminar foi feita nesse idioma. Além disso, a actriz estuda actualmente em Los Angeles, Estados Unidos, e "falava regularmente inglês há já 12 dias", antes de ir para o Canadá. A par disso, conta com dois anos de vivência em Toronto, onde fez o pré-escolar.

Um dos realizadores, Shawn Cengiz, considerou a prestação dos portugueses fantástica: "É engraçado, porque estávamos habituados às mesmas caras e aos talentos que temos no Canadá, que falam a mesma língua. Nesta produção, no ano passado, foi a primeira vez que lidamos com novos actores, de uma nacionalidade diferente, com novas ideias, formas diferentes de trabalhar, o que é muito bom".

Prestações distintas

Terminaram esta semana as gravações da segunda temporada de "Living in your car". As cenas a que o JN assistiu realizaram-se na capital do Canadá, Toronto, e Hamilton. Cerca de 45 minutos separam as duas cidades do estado de Ontário.

Na passada segunda-feira, Ivo Canelas gravou em Hamilton, uma localidade que, por causa do seu ambiente ecléctico, já recebeu inúmeras produções de TV e filmes. Um restaurante, actualmente fechado e disponível para arrendar, serviu de cenário a "takes" muitos divertidos, com o actor português em destaque. Bruno, a personagem de Ivo, é "um luso-descendente com estereótipos associados aos povos que emigram". Se na primeira temporada, era funcionário numa padaria, na segunda temporada já é dono de um restaurante de produtos biológicos.

Rita Pereira entrou em cena apenas quarta-feira, estendendo a prestação para o dia seguinte. No último episódio, Rita Pereira interpreta uma manequim. Uma mulher sensual que agradou à jovem: "É a primeira vez que faço um mulherão". Com um vestido justo em tons de tijolo, Rita exibiu a sua excelente forma física numa cena entre homens e ainda numa outra em que Steve tenta fazer a pedicure a Monica.

Fonte:Jornal de Notícias

sábado

Duas sessões extras de 'Eléctrico'

Com a sala principal do Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, praticamente esgotada até ao final do mês, foram marcadas duas sessões extras do espectáculo Um Eléctrico Chamado Desejo para os dias 19 e 26 (terça-feira, às 21.30). Com encenação de Diogo Infante, a peça de Tennessee Williams conta com interpretações de Alexandra Lencastre, Albano Jerónimo, Lúcia Moniz, Pedro Laginha, entre outros.

Fonte:DN

sábado

Um Eléctrico Chamado Desejo (Crítica)


“Um Eléctrico Chamado Desejo” é inegavelmente uma das grandes peças do século XX. Foi escrita em 1947 e espelha todo o génio do seu autor, Tennessee Williams, também ele justamente considerado um nome maior do teatro. Assim, como não podia deixar de ser, o anúncio da sua integração nesta temporada do Dona Maria (TNDM) foi recebido com grande satisfação. Restava saber se a encenação de Diogo Infante, actual director artístico do teatro, seria capaz de sobreviver às expectativas que cada reposição desta peça gera. Em suma, se seria capaz de passar um teste tão duro. Quanto a mim, consegue-o. Não saímos dali a pensar que vimos algo inesquecível, mas damos por bem empregues as duas horas e meia que dura a peça. Não passa com distinção, mas leva boa nota.

Vamos por partes.

A encenação opta por um cenário giratório que acaba por se revelar uma boa solução, dado o constante saltitar entre espaços. No entanto, sente-se que falta aqui e ali alguma dinâmica, há uma ou outra quebra de ritmos. Apesar disso, Diogo Infante consegue uma encenação eficaz, colorida pelo excelente trabalho de cenografia e figurinos (que isto representar é muito bonito mas é importante não esquecer o trabalho “invisível” que também existe). Quantos aos actores, a prestação é no geral bastante boa. Além disso, temos o bónus de ver algumas caras conhecidas a mostrar que merecem mais do que as novelas da TVI. É de destacar, em especial, a prestação de Lúcia Moniz, que constrói uma Stella DuBois sensível e ternurenta na dose certa, sem nunca cair na lamechice. Surpreendeu-me. Albano Jerónimo também se sai bem, em especial nas tiradas secas com que Stanley provoca Blanche, mas já não cabe na categoria “surpresa”. Por fim, o tão esperado regresso de Alexandra Lencastre. Devo confessar que demorei um bocadinho a habituar-me ao tom de voz da personagem, e que por vezes se notaram os anos passados na televisão. Apesar disso, não desiludiu, o que não é pouco tendo em conta a dificuldade que é representar, ou antes , “ser” Blanche DuBois.

Para o final, e como é de bom tom, guarda-se o melhor. E o melhor, aqui, é o texto. Tennessee Williams escreveu uma peça com um ritmo alucinante e personagens que impressionam pela sua profundidade. Nela começa gradualmente a formar-se uma espiral de tensão e violência que culmina num drama em que ninguém ganha e todos perdem. A vida é uma merda, que não haja ilusões sobre isso. Apesar de tudo, e como Blanche diz a certa altura, “Deus às vezes existe… tão depressa!”.

Se dúvidas houvesse, "Um Eléctrico Chamado Desejo" é a prova.

Fonte:Arte-Factos