“Considero-me bastante privilegiada na minha profissão”

“Considero-me bastante privilegiada na minha profissão”
Actriz está a ensaiar peça do Teatro D. Maria II.

Ao seu estilo discreto, a actriz tem participado em projecto de sucesso em Portugal e lá fora. Entre os muitos trabalhos em que esteve envolvida este ano, Lúcia Moniz participou numa série no Canadá, “Living in your Car”, está a preparar o seu próximo disco e, no início de Setembro, estreia a peça “Um Eléctrico Chamado Desejo”, onde participa. O tempo livre de qualidade é para dedicar à filha, Júlia, de seis anos.

Está há um mês em ensaios da peça “Um Eléctrico Chamado Desejo”…
É verdade. O projecto está a andar com calma, mas em passos seguros. Estou a gostar muito desta experiência e também de ser dirigida por um colega, o Diogo Infante, com quem já trabalhei como actor. Agora aprendo todos os dias qualquer coisa.

É uma boa equipa?
Estou a adorar. Além do Diogo, só tinha trabalhado com o Pedro Laginha, mas gostei muito de conhecer o Albano Jerónimo e a Alexandra Lencastre. A maioria do elenco não conhecia e a partilha e a envolvência da peça está a ser muito engraçada.

O facto de ter muitas caras conhecidas faz com que esta peça se adivinhe um sucesso?
Talvez ter a Alexandra Lencastre e o Albano Jerónimo como cabeça de cartaz motive o público a sair de casa para vê-los ao vivo, mas o sucesso depende do trabalho de toda a equipa. Esta peça é um clássico, um texto belíssimo, as caras motivam o público, por isso vamos aproveitar todos estes ingredientes para ter sucesso.

Voltou a haver o hábito de ir ao teatro?
Acho que sim e esta casa, o Teatro D. Maria II, é a prova disso, com salas sempre cheias. É um prazer enorme diariamente.

A Lúcia tem feito televisão, teatro, cinema e ainda há tempo para a música…
Raramente faço projectos em simultâneo. Tenho o meu próximo disco de molho até a peça estrear em Setembro, porque agora estou só focada e ligada a “Um Eléctrico Chamado Desejo”.

Sente-se mais actriz ou cantora?
Depende. Agora sinto-me mais actriz, pois ultimamente trabalho mais na representação e há seis anos que não gravo um álbum. Embora em casa pegue na guitarra e componha umas coisas, há anos que não apresento nada ao público. A música já estava nas veias e a representação tem vindo a ganhar um espaço na minha vida e eu tenho vindo a trabalhar para evoluir.

Prevê lançar o próximo álbum quando?
A intenção é ser no início do próximo ano, mas é muito cedo para prometer datas para lançar o meu quarto álbum. Assim que a peça estrear já me posso dedicar mais ao disco, mas com calma.

Esteve a gravar uma série no Canadá, “Living in your Car”…
Foi uma experiência maravilhosa. Estive dois meses em Toronto a filmar uma série cómica, que é um registo no qual não estava muito à vontade e assim aprendi imenso, com um elenco todo estrangeiro, à excepção de mim e do Ivo Canelas, e depois o facto de ter de falar em inglês tornou o desafio ainda maior.

A série vai passar em Portugal?
Julgo que está a ser negociada essa hipótese, mas não sei para que canal.

Acha que se ganha mais qualidade ao trabalhar lá fora?
A Daniela Ruah, por exemplo, está a fazer um trabalho que ganhava notoriedade aqui ou lá fora. É um orgulho nosso saber que temos uma actriz portuguesa a fazer um bom trabalho e muito sucesso internacional. Eu e o Ivo é normal que sintamos algo especial por termos sido convidados para trabalhar fora do nosso país.

A série já estreou no Canadá?
Sim, em Maio. E teve uma recepção engraçada, de tal forma que vai ser gravada agora uma segunda temporada.

Mas não vai fazer esta segunda série…
Não porque estou a fazer a peça “Um Eléctrico Chamado Desejo”. Já tinha este compromisso e estou muito feliz por fazer esta peça. Se houver uma terceira série pode ser que regresse ao Canadá.

Esta série não é o seu primeiro trabalho no estrangeiro…
É verdade, fiz também o filme ‘Love Actually’. Foi um trabalho muito importante para mim porque foi a primeira vez que fiz cinema e tudo o que vivi ajudou-me a ser a pessoa que sou hoje e aprendi imenso profissionalmente. Este filme marcou a minha carreira, foi um filme internacional que me deu contactos lá fora que mantenho até hoje.

Neste filme conheceu o Hugh Grant…
Tive o privilégio de lhe apertar a mão, mas não contracenei com ele nem um segundo. Convivemos muito pouco.

Tem sempre bastante trabalho?
Considero-me bastante privilegiada na minha profissão, porque faço o que gosto e é também o meu ganha-pão. Há anos melhores que outros, este está a correr bem e eu tenho aproveitado bastante. Sinto-me bastante feliz e realizada com o caminho que escolhi.

Já deu provas do seu trabalho, mas acha que teve sorte na carreira por ser filha de quem é?
Dou graças todos os dias aos pais que tenho e àquilo que eles me permitiram viver e aprender. Eles têm muita influência na minha vida diariamente. Sou autónoma desde os 21 anos, quando comecei a trabalhar, mas a ajuda e acompanhamento deles foi e é fundamental.

Apesar de toda a exposição profissional tem uma vida muito discreta…
Passo muito despercebida felizmente, mas não faço nada para esconder a minha vida ou deixo de fazer. Tenho uns dias normais, apenas resguardo a minha filha. A Júlia tem seis anos e apareci publicamente com ela duas vezes. Mas realmente não há uma invasão da minha vida.

Como vive a Júlia a profissão da mãe?
Ela acha piada eu fazer da minha vida aquilo a que ela brinca em casa, ao faz de conta. Depois acompanha-me na música, coisa que eu fazia com os meus pais. Acha muita piada à profissão dos pais. Noto que ela tem alguma sensibilidade para estas áreas e nós fazemos com que ela brinque com isso, lhe dê prazer, seja divertido, mas não a incentivamos a nada.


Fonte: STARLOUNGE PORTUGAL
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